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terça-feira, 20 de março de 2012

As palavras pesam

Sarkozy en Toulouse: "Vamos a blindar las escuelas judías y musulmanas"

Nas últimas semanas, Sarkozy, o candidato presidencial, imprimiu um discurso xenófobo na sua campanha. Primeiro, a causa de expulsar imigrante, depois, a necessidade de romper com Schengen.

Ontem, face aos trágicos acontecimentos em Touluse, Sarkozy, o Presidente da República, diz que vai proteger as escolas de judeus e muçulmanos.

Infelizmente, há muito que em França se anda a semear os valores da xenofobia, da exclusão e da repulsa, ainda por cima por quem mais os devia combater, os dirigentes máximos do Estado: Presidente da República e Ministro do Interior.

Pensar que a palavra dos políticos, nomeadamente dos que têm responsabilidade, são inócuas e não têm efeitos é puro engano. Lamentavelmente, só se percebe isso perante a tragédia.

sábado, 28 de janeiro de 2012

A europeização da extrema-direita


Ontem, no dia em que se assinalava o Dia da Memória do Holocausto, destacados políticos da extrema-direita europeia juntaram-se num baile de gala, na capital austríaca.

O cimento que os une - o ódio, a xenofobia, a exclusão e o radicalismo - está a consolidar-se e a cativar várias camadas da população, descontente com a situação que vivemos actualmente. E a tendência é de crescer.
 
O encontro de ontem, em Viena, não é resultado de coincidências de data, mas um claro sinal do que está a acontecer e começa a ter contornos semelhantes à década de 20 e 30 do passado século.
Se a esquerda democrática está em crise, a direita democrática está em decadência, ao mesmo tempo que a extrema-direita está a crescer (algo a desenvolver em próximos posts).