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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Entre o passado e o futuro

As agendas europeias e norte-americanas merecem ser cruzadas. Ontem, realizou-se em Pequim mais uma Cimeira entre a China e a UE. Do lado europeu compareceram o Presidente da Comissão e do Conselho, Barroso e Rompuy respectivamente, do lado chinês, a delegação foi chefiada pelo actual Primeiro-Ministro, Wen Jiabao.

Ao mesmo tempo, em Washington, Obama recebia na Casa Branca o próximo líder chinês, Xi Jiping.

Não fazer uma leitura do dia de ontem é ignorar a realidade.

A UE continua a mergulhar na irrelevância, apesar de ainda ser o maior bloco comercial do mundo, enquanto norte-americanos e chineses discutem o mundo.  

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A sangrenta luta mexicana

 
Neste interessante artigo, é realçado o facto de Obama, no discurso da semana passada, no Capitólio, não ter referido a situação perigosa que se vive no México. De facto, os números dos últimos anos são aterradores, mas não é tida em consideração o outro lado da moeda, ou seja, a forma como os cartéis de droga mexicana se entranharam e ganharam fortes raízes numa das potências mundiais (o México faz parte do G20).

A política do Presidente Calderón tem esta marca negativa e inapagável, mas representa o começo de um combate ao narcotráfico sem precedentes e que o México precisa de travar pelo seu futuro, e foi, durante décadas, ignorado pelo poder político, que se acomodou e viu crescer impunemente os cartéis de droga, de alcance mundial.

Tal como na Colômbia, que é um bom exemplo do árduo mas bem sucedido combate, este não é um assunto fácil e não é um combate só do México e dos EUA, é de todo o mundo. Os cartéis mexicanos são dos mais poderosos e geram milhões de dólares todos os dias. Ignorar este facto, pensando que se trata de uma questão regional, é um erro. Parte significativa da droga que circula na Europa tem origem no México ou provém dos cartéis mexicanos.

Faltam poucos meses para as presidenciais mexicanas e vale a pena acompanhar o debate que se gera, até por esta questão do combate aos cartéis ser relevante. Irão os candidatos apoiar ou recusar o caminho árduo, mas necessário de Calderón?

Uma campanha a seguir.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Razões para assassinar Obama


Adler, who has since apologized for his article, listed three options for Israel to counter Iran’s nuclear weapons in an article published in his newspaper last Friday. The first is to launch a pre-emptive strike against Hamas and Hezbollah, the second is to attack Iran’s nuclear facilities and the third is to “give the go-ahead for U.S.-based Mossad agents to take out a president deemed unfriendly to Israel in order for the current vice president to take his place and forcefully dictate that the United States’ policy includes its helping the Jewish state obliterate its enemies.”  

O Irão é uma grande ameaça regional e mundial, daí a urdir uma teia para debilitar o Irão que passa pelo assassinato de Barack Obama, há uma diferença abissal.

Tendo em conta os tempos que correm, não me admiro nada que algumas cabecinhas equacionem esta tese esdrúxula, como sucedeu e foi publicado. Obama nunca foi apreciado pelos radicais israelitas, por defender a Paz e, com isso, reconhecer o Estado da Palestina.

Como esta campanha presidencial norte-americana demonstra, para o bem de Israel e da região, Obama é, sem dúvida, o melhor aliado, do que qualquer candidato Republicano.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um bom dia para Obama

A primeira eleição primária Republicana, ganha por escassa margem por Mitt Romney, acabou por se traduzir numa boa jornada eleitoral para Barack Obama.

O Presidente dos EUA, que neste momento não tem nenhum desgaste interno, devido a ser o único candidato Democrata na corrida à Casa Branca em 2012, continua a ser presenciado com uma campanha Republicana fraca e sem grande mobilização.

A vitória de 8 votos de Romney, frente a Santorum, no decisivo estado do Iowa, um swing State, significa mais dificuldades para os Republicanos do que para os Democratas.

A campanha continua a ser acompanhada, a par e passo, nos EUA 2012.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

As mudanças políticas que vão acontecer este ano serão marcantes para o futuro da década que temos pela frente.

A China irá mudar de líder. Hu Jintao vai deixar o poder e Xi Jiping vai ser indicado, neste ano, no Congresso do PC chinês, o próximo Presidente da República Popular da China. Uma mudança que não desviará o rumo do colosso asiático, iniciado no final da década de 70 do século XX por Deng Xiaoping, mas representa um novo salto, nesta fase de liderança mundial dos chineses.

Na Rússia, Putin deve renovar o poder, nas eleições presidenciais de Março, porém, como o último mês de Dezembro demonstrou, a popularidade do actual Primeiro-Ministro está em queda. E o passeio de outrora não continuará.

Nas Américas, destaque para as eleições presidenciais da Venezuela, México e EUA.

Hugo Chávez já teve o seu auge e a imagem de debilidade, associada à doença, da qual ainda não se sabe bem se está completamente restabelecido, a par de fracos resultados da economia, pode causar uma surpresa. O populismo nunca esteve tão vulnerável na pátria de Bolívar, como está actualmente.

No México, um dos gigantes mundiais, e ainda pouco entendido como tal, Felipe Calderón colocará um ponto final ao seu mandato, marcante pelo combate que fez aos cartéis de droga. 2012 pode representar o regresso ao poder federal do outrora dominante PRI.

Nos EUA, Obama está em condições de revalidar o mandato, mas a tarefa não será tão fácil, mesmo perante um candidato Republicano fraco.

Em África, a eleição legislativa angolana será mais um teste à democracia da pátria dos palancas e Eduardo dos Santos, que ainda não disse qual a sua disponibilidade para continuar na presidência do país, nas vésperas da decisão deverá anunciar vontade de continuar.

No norte do continente africano, o teste às mudanças radicais iniciadas em 2011 vai continuar. De Marrocos ao Egipto, veremos o despertar de um sistema democrático ou, então, a continuação dos anteriores sistemas e regimes, mas com outros intérpretes e que representam novos riscos regionais com impacto global.

No Médio Oriente, as eleições palestinianas deste ano podem ser marcantes e obrigar, como devem, Israel a encetar negociações com a Autoridade Palestiniana, agora que o Hamas demonstra querer guerrear com as palavras, em vez das armas. Na Síria, 2012 deve ser o ano decisivo, da afirmação ou queda do regime de Al-Assad.

Na Europa, a eleição do presidente francês será decisiva, para o futuro da França e da UE. UE que terá, neste ano, um grande teste ao €uro. Depois de um ano de aflições e dificuldades, a moeda única estará debaixo de fogo, isto é, ou as lideranças europeias assumem as suas responsabilidades em conjunto e com soluções para todos ou as soluções a cargo de cada nação apenas contribuirão para o fracasso europeu.

Em Portugal, deveremos ter mais do mesmo, do que tivemos nos últimos meses e o empenho pelo crescimento estará arredado das preocupações dos nossos governantes.