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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A extrema-direita húngara diz que o seu país está a ser atacado

el pasado fin de semana alrededor de 2.000 manifestantes afectos al ultranacionalista partido Jobbik escucharon a uno de sus dirigentes, y europarlamentario, manifestar: "La UE ha declarado la guerra de forma descarada a Hungría".

A extrema-direita húngara, como qualquer extrema-direita, continua a aproveitar a crise para subir e provocar o aumento de tensões. Este é o seu modus operandi e o seu terreno fértil, para crescer. Agora, para reforçar as suas causas nacionalistas, dizem que a UE está a atacar o país.

No caso magiar, a extrema-direita, que é neo-nazi, já recolhe mais de um quinto do apoio da população e as suas causas são a do isolamento húngaro, ao mesmo tempo que reivindicam as antigas fronteiras do "império", que abarcam terras, nas quais há comunidades húngaras, em solo ucraniano, sérvio, romeno e eslovaco.

Enquanto o Governo de Orbán prossegue o caminho da irresponsabilidade, a Hungria isola-se no quadro europeu, por se cercear a Liberdade e a Democracia. Um problema, antes de mais, para os húngaros, mas também para os europeus. Os valores que estão na base da adesão e pertença a este projecto estão a ser desprezados, e isto significa que as pessoas estão a ser penalizadas. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Hungría se desliza hacia el fascismo

La Hungría democrática nos llama; la Europa institucional hace oídos sordos y da largas, llena de hipocresía. Sin embargo, aunque los Gobiernos europeos quieran perder el tiempo en burocracias y procedimientos paralizadores e irresponsables, es necesario que los ciudadanos europeos hagan de "la cuestión de Hungría" un problema suyo, una batalla suya. Una batalla que ya es inaplazable.

El Gobierno de Viktor Orban ha impuesto una nueva Constitución que pisotea los derechos democráticos mínimos que Europa considera vinculantes e irrenunciables para cualquier país que desee adherirse a la Comunidad. Se ha modificado la ley electoral a medida para facilitar al partido de Orban futuras victorias, se ha amordazado a la prensa y la televisión, los magistrados están sometidos a la voluntad del Ejecutivo, el Banco Central ha perdido cualquier margen de autonomía, y el nacionalismo y el racismo se han convertido en el aglutinante popular de este auténtico fascismo posmoderno.

Si la Hungría de Orban solicitase hoy la entrada en Europa, se encontraría con el rechazo, porque no cumple los mínimos requisitos democráticos. Pero el artículo 7 del Tratado de Lisboa especifica que un país miembro de la Unión Europea debe perder su derecho de voto cuando viola esos requisitos. Por tanto, es necesario que el Parlamento de Estrasburgo, la Comisión de Bruselas y los Gobiernos europeos de forma individual se movilicen de inmediato para aplicar dicho artículo con una intransigencia absoluta. Cualquier tendencia a esperar, de dejarlo en manos de la diplomacia, de actuar "gradualmente", serviría solo para animar al Gobierno de Orban a seguir por la vía que de forma tan arrogante ha emprendido y que amenaza con el contagio antidemocrático de toda la comunidad política continental.

Plegarse a la prepotencia de los poderes antidemocráticos, con la excusa del "mal menor", es una tentación eterna de las clases dirigentes y privilegiadas. Un ejemplo de trágicos protagonistas aquejados de este síndrome de vileza (que se convierte en ley del silencio) estuvo en Múnich, en 1938, en los tibios demócratas Chamberlain y Daladier, que cedieron ante unos antidemócratas coherentes, Hitler y Mussolini. Si la Europa de Merkel, Cameron y Sarkozy cede hoy ante Orban, si se limita a mirar hacia otro lado o a aprobar unas sanciones de fachada, estaría repitiendo, a escala reducida, la infamia del 38. Y, por favor, que no citen a Marx, que, a propósito de Napoleón III, dijo que la historia se repetía siempre, la primera vez como tragedia y la segunda como farsa. A veces ocurre así, pero, a veces, la nueva tragedia, aunque en formato pequeño, es para quien la vive tan devastadora como la anterior. Con el agravante de que la Alemania de Hitler era una potencia militar y económica que equivalía, por sí sola, al resto de Europa, mientras que el Gobierno de Orban se ve obligado a pedir ayuda al Fondo Monetario Internacional con la gorra en la mano y, si se le encerrase en un cordón sanitario europeo eficaz, tendría que acabar yéndose (igual que hizo el amigo Berlusconi). Es decir, la vileza de Merkel, Cameron y Sarkozy sería una vileza al cuadrado. Sería complicidad.

No es causalidad que Orban siempre haya señalado a Putin y Berlusconi como modelos, correspondiendo con ello a un ardiente apoyo por parte de ellos (Berlusconi declaró hace 10 años en Budapest: "Nuestros programas y nuestras políticas son idénticos, existe entre nosotros una sintonía extraordinaria"). Es una prueba de que la plaga del fascismo posmoderno, blando solo en apariencia, es una fuerza extendida y con un crecimiento amenazador, de la que Marine Le Pen y la derecha holandesa en la mayoría de Gobierno no son más que otras puntas de iceberg inquietantes.

Si queremos evitar el contagio, es necesario que tratemos a los apestados como apestados. Europa cometió un gran error al no intervenir contra Berlusconi durante casi 20 años y, si no interviene contra Orban, preparará su suicidio. Porque sancionar a Orban, privarle del voto en las instituciones europeas, significa apoyar a la república húngara, a los ciudadanos demócratas húngaros, que salieron a las calles cantando el Himno a la alegría de Schiller y Beethoven, ese himno adoptado por Europa como propio. Nuestro himno, si no queremos que Europa sea solo la de los mercaderes (con sus oídos sordos), los banqueros (con sus valores tóxicos construidos con bonus millonarios) y unos Gobiernos demócratas pero tibios (con su vileza y complicidad).

Paolo Flores D'Arcais
Publicado no El País, 07/01/11

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

É tempo de defender a Democracia e a Liberdade na Hungria

Fin décembre, le président de la Commission, José Manuel Barroso, a adressé une lettre - la deuxième en quinze jours - à M. Orban pour le metter en garde contre les risques de sa politique. Cet avertissement ne semble guère avois eu d'effet, pas plus qu'une lettre d'Hillary Clinton dans le même sens. L'UE a encore la possibilité de recourir à l'article 7 du traité de Lisbonne, qui prive du droit de vote les Etats membres violant les règles démocratiques.

Ontem, à noite, em Budapeste, muitos húngaros saíram à rua para protestar com a nova Constituição magiar, entrada em vigor no primeiro dia deste ano, pelo atendado à Liberdade e o fim da separação de poderes.

É tempo da UE deixar de escrever cartas a Viktor Orban e tomar medidas para defender a Liberdade e a Democracia na Hungria. Afinal, uma das condições primeiras para aderir, são os ideais de Liberdade, que o actual Governo de Orban está a cortar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O barómetro austríaco dá maus sinais para a UE

A Áustria é um dos melhores barómetros europeus. É um dos países mais ricos e com melhores condições e os sinais transmitidos pela sua comunidade são um sinal de como estão os momentos actuais, pois acabam por traduzir o que de melhor têm os Escandinavos e as dificuldades que sentem os países com menos condições.

Nesta notícia, sabemos que os conservadores austríacos (ÖVP), no Governo em coligação liderada pelos sociais-democratas (SPÖ), pretendem reduzir os gastos com o Serviço Público de Saúde.

Se continua a progredir a posição da direita europeia, de privatizar a Saúde, no caso austríaco há outro factor relevante a considerar: a força da extrema-direita. Ora, neste momento, a principal formação de extrema-direita, o FPÖ, está a par com o SPÖ na liderança das sondagens. E o ambiente, de crise, é propício à progressão da extrema-direita.

Vale a pena não esquecer a História dos últimos séculos e não ignorar a importância da Áustria na Europa.

Se a vizinha Hungria já tem um Governo nacionalista, bem se dispensa o mesmo rumo em Viena. 

sábado, 31 de dezembro de 2011

O Governo húngaro continua a rasgar a Democracia

La Hongrie adopte des lois controversées et s'isole un peu plus en Europe

O Governo magiar, liderado por Viktor Orban, continua o seu caminho rumo à limitação da Liberdade e Direitos na Hungria.

Tendo uma condição única no quadro da UE, pois goza da condição de ter mais de dois terços dos parlamentares eleitos afectos ao seu partido, o Fidesz, Orban não se envergonha de implementar medidas que envergonham qualquer país que se assume comprometido com o Respeito e a Dignidade, em Democracia.

Se a isto associarmos um partido de extrema-direita, neo-nazi, o Jobbik, que surge, nestes tempos, como uma das formações mais credíveis aos olhos de parte da sociedade e tem uma presença forte no país, fazendo da expansão da Hungria às fronteiras de outros séculos uma bandeira, causa que também é cara a Orban, estão reunidas as condições para a irresponsabilidade e a eliminação de adversários se concretize.

A UE já sabe com o que conta na Hungria e, o facto da Hungria estar na UE ainda vai colocando alguns travões às ambições do nacionalismo húngaro, mas é tempo de, na UE, se começar a defender a Liberdade e os Direitos dos húngaros.

Pouco mais de duas décadas passadas do fim do regime comunista, emerge um rumo nacionalista, perigoso para o futuro da Hungria e da UE.