Mostrar mensagens com a etiqueta UE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta UE. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Entre o passado e o futuro

As agendas europeias e norte-americanas merecem ser cruzadas. Ontem, realizou-se em Pequim mais uma Cimeira entre a China e a UE. Do lado europeu compareceram o Presidente da Comissão e do Conselho, Barroso e Rompuy respectivamente, do lado chinês, a delegação foi chefiada pelo actual Primeiro-Ministro, Wen Jiabao.

Ao mesmo tempo, em Washington, Obama recebia na Casa Branca o próximo líder chinês, Xi Jiping.

Não fazer uma leitura do dia de ontem é ignorar a realidade.

A UE continua a mergulhar na irrelevância, apesar de ainda ser o maior bloco comercial do mundo, enquanto norte-americanos e chineses discutem o mundo.  

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A UE devia mudar de hino

Na vida, como na morte, a Europa tem um brio muito próprio e os grandes compositores do nosso continente souberam como ninguém melodiar de forma tão admirável a Luz como as Sombras.

Por isso, escrever sobre o Conselho Europeu de hoje seria quase uma repetição do que já se disse nos anteriores encontros. Enquanto tivermos quem temos em Paris e, sobretudo, em Berlim, não vale a pena esperar pela retoma que ambicionamos, a não ser a apneia constante.

Ao menos façam-nos o favor de mudar, oxalá que de modo temporário, o hino europeu, e ao trabalho de Beethoven, apresentar esta peça de Mozart. Sempre temos o direito à Dignidade.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ainda não são os eurobonds, mas já há Deutschlandbonds

la chancelière vient d'apporter son soutien à l'adoption de «Deutschlandbonds», des bonds allemands visant à gommer les disparités entre les Länder les plus riches et les plus pauvres.

Merkel começa a fazer o caminho, ainda que só o faça a nível interno.

Se a Chanceler alemã aplicar a mesma lógica germânica à escala europeia conseguirá defender muito melhor os alemães do que pensa. 

Já faltou mais para os eurobonds? Provavelmente!

Continuamos a ficar mais vulneráveis

"En Francia, y supongo que también en España, las agencias de calificación no son las que definen las políticas económicas. La pérdida de la triple A por una de las tres agencias no cambia nada. Tenemos que reaccionar con sangre fría, reducir el déficit y ganar competitividad", remató Sarkozy.

A primeira recepção que Mariano Rajoy teve, em Moncloa, como Presidente do Governo espanhol, foi do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Noutros tempos, dir-se-ia: grande estreia para Rajoy. Todavia, tal não corresponde, na actualidade, a tal consideração, uma vez que se trata da recepção de um Chefe de Estado de um país que viu, há dias, cortado o seu rating, e de melhor do mundo, passou para o escalão inferiror.

A conferência de imprensa que os dois deram revelou um Sarkozy tenso e irritado, muito pelas questões da perda do triplo A, que disse aos jornalistas, não entender bem o que eles queriam saber.

Ontem, ficou claro que Angela Merkel não passou a França para o clube dos aflitos gigantes, entenda-se: Itália e Espanha, mas foram as agências de rating, as mesmas que durante a crise e depois do pico, continuaram a actuar de modo livre. Por isso, já se fala na "aliança" Madrid-Roma-Paris. Numa lógica de: nós estamos fracos, mas somos fortes.

Como era previsível há uns tempos, e Sarkozy demitiu-se complementante desta opção, a solução ao presente momento que atravessamos, só pode ser europeia e quanto mais se adiar pior será para todos os europeus. Começou na Grécia, passou para a Irlanda, chegou a Portugal e, depois, contaminou grande espaço da UE. Um dia, por este caminho, também chegará à Alemanha e aos escandinavos.

Todavia, como já se percebeu, neste momento, as actuais lideranças dos gigantes europeus, entenda-se França e Alemanha, não são a solução, mas o problema.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Monti sucede a Brown na coordenação do directório Paris-Berlim

Hoje, a imprensa espanhola dizia que Mariano Rajoy queria fazer parte do directório europeu, ao mesmo tempo que nota que Merkel e Sarkozy passam a contar com Mario Monti nos seus encontros.

Ora, a questão não está tanto em ser o Primeiro-Ministro de Itália a juntar-se ao dueto, que já deu provas de não saber, a dois, lidar com os problemas.

É evidente que o peso do país conta, e a Itália é uma gigante europeia, mas é a figura de Monti, um político, e não um tecnocrata como insistem em referir, com experiência e conhecimento da máquina europeia e da realidade mundial, algo que Sarkozy e Merkel, amiúde, demonstram não ter experiência para saber lidar.

Como há uns anos, em 2008 e 2009, quando Sarkozy e Merkel esperavam que Londres, leia-se: Gordon Brown, apresentasse propostas, no pico da pré-falência da banca, pois Paris e Berlim não sabiam actuar, a figura tutelar, agora, é de Monti.

Rajoy, como Merkel e Sarkozy, por mais que se esforcem, não são Monti. Agora, resta-nos a sensatez e a capacidade de Monti para saber lidar e encaminhar os dois ineptos do eixo Paris-Berlim.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

É tempo de defender a Democracia e a Liberdade na Hungria

Fin décembre, le président de la Commission, José Manuel Barroso, a adressé une lettre - la deuxième en quinze jours - à M. Orban pour le metter en garde contre les risques de sa politique. Cet avertissement ne semble guère avois eu d'effet, pas plus qu'une lettre d'Hillary Clinton dans le même sens. L'UE a encore la possibilité de recourir à l'article 7 du traité de Lisbonne, qui prive du droit de vote les Etats membres violant les règles démocratiques.

Ontem, à noite, em Budapeste, muitos húngaros saíram à rua para protestar com a nova Constituição magiar, entrada em vigor no primeiro dia deste ano, pelo atendado à Liberdade e o fim da separação de poderes.

É tempo da UE deixar de escrever cartas a Viktor Orban e tomar medidas para defender a Liberdade e a Democracia na Hungria. Afinal, uma das condições primeiras para aderir, são os ideais de Liberdade, que o actual Governo de Orban está a cortar.