Precisamos de uma nova sabedoria dos limites e uma inteligência para entendê-los como uma oportunidade para levar a cabo uma política em que voltemos a combinar efectividade e democracia. Daniel Innenarity
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Investimentos que procuram captar riqueza e gerar emprego
At present, the British aviation industry says the nation is losing out to rivals airports such as Schiphol in Amsterdam and Paris Charles de Gaulle.
"The recognition today is that it matters to the UK economy, to jobs and to growth. There's no reason why any option should be ruled out."
Os britânicos já perceberam que têm um sério problema, em termos de concorrência aeroportuária no quadro europeu, e têm de ser tão ou mais competitivos que os principais concorrentes, se quiserem obter benefícios económicos.
A aposta na construção de um novo aeroporto em Londres, que se assuma como um hub europeu, vem corresponder a este desígnio, ao mesmo tempo que é ancorado na geração de riqueza e criação de emprego.
O Governo de Londres é conservador e, ao contrário das teses tradicionais da direita, não enjeita o investimento, com os propósitos óbvios: ter proveitos. Por cá, temos um Governo de direita que continua a conceber o investimento nas obras públicas como nas décadas de ouro do cavaquismo: investir só por investir. Como a situação é de aflição, e a lógica do investir só pelo investimento não se enquadra no período de recessão, continua-se a conceber o novo aeroporto de Lisboa, que não pode (apesar de) ser secundário no quadro Ibérico, e o TGV, essencial na rede europeia de alta velocidade, como um luxo. Num total desprezo das oportunidades que se podem e devem abrir à economia lusa.
Seria bom que os governantes portugueses pudessem aprender alguma coisa com os homólogos britânicos. O investimento nas infra-estruturas não é um fim, mas um meio. Em Portugal, com o cavaquismo e com o actual Governo, as infra-estruturas são concebidas como um fim, e não um meio, por isso o País não retira proveitos. Assim, em vez de progredirmos andamos a marcar passo.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O referendo de independência da Escócia
Q. What is the UK Government's position?
It accepts the question of independence has to be put to Scots. But it is adamant the ballot should happen as soon as possible and only contain a simple Yes/No question. Initially Downing Street suggested it should happen within 18 months, although it withdrew the explicit deadline. But its preference remains for a 2013 referendum.
Q. What does Alex Salmond want?
He has set autumn 2014 for the poll and wants it to contain three choices: no change, full independence and greater devolution within the UK.
Q. Who decides what happens?
This is the crux of the controversy, threatening the UK with its gravest constitutional crisis for nearly a century. The UK Government asserts Holyrood is banned, under the 1998 Scotland Act, from passing any measure affecting the nation's constitutional status. Hence, it says, the result of such a poll would not be legally binding.
Q. How does the SNP respond?
It says the referendum's timing and content has to be fixed in Edinburgh and Salmond says there is "plenty of legal authority" to support his administration's plans to stage its own ballot.
Q. What happens next?
The UK Government is ready to give permission for a ballot if it takes place within a certain time and is limited to a Yes/No question. It has started a consultation.
Q. What if Salmond presses ahead anyway?
If Scotland backed independence, the result would inevitably be challenged – and the legal battle could go to the UK Supreme Court, based in London. Equally Salmond would claim moral victory – and it would be hard for London to ignore Scotland's will.
In The Independent
David Cameron estica a corda e brinca com o fogo, apesar de considerar controlado - e sabe que neste momento o referendo chumba a independência. Alex Salmond faz birras e só considera válido o que o seu Governo escocês decidir - só o quer em 2014, quando se assinalam importates momentos para a identidade escocesa.
It accepts the question of independence has to be put to Scots. But it is adamant the ballot should happen as soon as possible and only contain a simple Yes/No question. Initially Downing Street suggested it should happen within 18 months, although it withdrew the explicit deadline. But its preference remains for a 2013 referendum.
Q. What does Alex Salmond want?
He has set autumn 2014 for the poll and wants it to contain three choices: no change, full independence and greater devolution within the UK.
Q. Who decides what happens?
This is the crux of the controversy, threatening the UK with its gravest constitutional crisis for nearly a century. The UK Government asserts Holyrood is banned, under the 1998 Scotland Act, from passing any measure affecting the nation's constitutional status. Hence, it says, the result of such a poll would not be legally binding.
Q. How does the SNP respond?
It says the referendum's timing and content has to be fixed in Edinburgh and Salmond says there is "plenty of legal authority" to support his administration's plans to stage its own ballot.
Q. What happens next?
The UK Government is ready to give permission for a ballot if it takes place within a certain time and is limited to a Yes/No question. It has started a consultation.
Q. What if Salmond presses ahead anyway?
If Scotland backed independence, the result would inevitably be challenged – and the legal battle could go to the UK Supreme Court, based in London. Equally Salmond would claim moral victory – and it would be hard for London to ignore Scotland's will.
In The Independent
David Cameron estica a corda e brinca com o fogo, apesar de considerar controlado - e sabe que neste momento o referendo chumba a independência. Alex Salmond faz birras e só considera válido o que o seu Governo escocês decidir - só o quer em 2014, quando se assinalam importates momentos para a identidade escocesa.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
O referendo independentista escocês
Continua a ganhar caminho a intenção de realizar um referendo de independência na Escócia e David Cameron nem manifesta incómodo com esta consulta, desejando que esta até se realize no decorrer deste ano, de 2012.
Por enquanto, e de acordo com recentes sondagens, a maioria dos escoceses ainda prefere a manutenção do elo ao Reino Unido. Já o Partido Nacional da Escócia (SNP), defensor acérrimo da independência, pretende a consulta, que é vinculativa, mas só em 2014, quando se assinalam os 700 anos da batalha que opôs escoceses a ingleses (Bannockburn), ganha pelos escoceses.A questão escocesa acabará, mais cedo ou mais tarde, por contagiar a agenda europeia, pois bastará pensar em casos tão próximos como os do País Basco e da "Padânia", para não enumerar outras.
Quanto à ordem interna britânica, este assunto ainda dará muito que falar.
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