No dia em que se comete uma INJUSTIÇA em Espanha, com a determinação de Baltasar Garzón estar impedido de exercer a sua função de juiz, por ter determinado fazer escutas a acusados, vale a pena ler as palavras que a filha do juiz espanhol escreve no dia de hoje:
A los que hoy brindarán con champán
Esta carta está dirigida a todos aquellos que hoy brindarán con champán por la inhabilitación de Baltasar Garzón. A ustedes, que durante años han vertido insultos y mentiras; a ustedes, que por fin hoy han alcanzado su meta, conseguido su trofeo.
A todos ustedes les diré que jamás nos harán bajar la cabeza, que nunca derramaremos una sola lágrima por su culpa. No les daremos ese gusto. Nos han tocado, pero no hundido; y lejos de hacernos perder la fe en esta sociedad nos han dado más fuerza para seguir luchando por un mundo en el que la Justicia sea auténtica, sin sectarismos, sin estar guiada por envidias; por acuerdos de pasillo.
Una Justicia que respeta a las víctimas, que aplica la ley sin miedo a las represalias. Una Justicia de verdad, en la que me han enseñado a creer desde que nací y que deseo que mi hija, que hoy corretea ajena a todo, conozca y aprenda a querer, a pesar de que ahora haya sido mermada. Un paso atrás que ustedes achacan a Baltasar pero que no es más que el reflejo de su propia condición.
Pero sobre todo, les deseo que este golpe, que ustedes han voceado desde hace años, no se vuelva en contra de nuestra sociedad, por las graves consecuencias que la jurisprudencia sembrada pueda tener. Ustedes hoy brindarán con champán, pero nosotros lo haremos juntos, cada noche, porque sabemos que mi padre es inocente y que nuestra conciencia SÍ está tranquila.
Madrid, 9 de febrero de 2012
María Garzón Molina
Precisamos de uma nova sabedoria dos limites e uma inteligência para entendê-los como uma oportunidade para levar a cabo uma política em que voltemos a combinar efectividade e democracia. Daniel Innenarity
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
i Muchas Gracias, José Luis!
Zapatero termina o seu mandato à frente do PSOE, depois de ter recuperado o partido de duas derrotas (1996 e 2000, ganhas pelo PP de Aznar) e ter governado Espanha durante quase oito anos (2004/2011).
A sua última etapa de liderança não foi de todo a melhor. Sai da liderança do partido com o PSOE em condição muito vulnerável, com pesadas derrotas nas eleições regionais e municipais e, recentemente, nas legislativas, dada a retirada de apoio de parte da sociedade aos socialistas, que tiveram de lidar com a maior crise do último meio século e não conseguiram corresponder como desejavam.
Coincidência ou não o Estado Social que tanto valorizou e defendeu nos seus mandatos, já começa a estar em causa nas poucas semanas do Governo de Rajoy, que coloca em xeque vários dos progressos sociais alcançados nos últimos anos.
Não tenho de Zapatero a mesma admiração que tenho de Felipe González, mas não nego o marco dos seus mandatos, determinantes para os avanços sociais em Espanha, e que foram determinantes para o avanço de outros países, rumo a uma sociedade mais justa e solidária.
Zapatero fica na História do Socialismo Europeu como um líder que fez muito pela Igualdade e Dignidade, e foi com Zapatero, é bom não esquecer, que a Espanha passou a fazer parte do clube de países que definem o rumo do mundo: o G20, e se registou o fim do terrorismo basco.
Hoje, Zapatero pode parecer um perdedor, mas não foi, como o tempo se encarregará de demonstrar. Foi um líder que galgou os preconceitos do nosso tempo, abrindo um futuro mais justo, com marcas sociais notáveis.
Como governante que teve de lidar com a crise, pagou a factura que praticamente todas as lideranças estão a receber. A esta situação, infelizmente, não saiu incólume. Mas o seu exemplo fica e qualquer progressista sabe que tem em Zapatero uma referência.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
A única Liberdade da direita ibérica
Ontem, referia que o modelo espanhol, proposto por Gallardón, podia inspirar a direita portuguesa. Nem de propósito, em menos de 24 horas, PSD e CDS deixam o recado: pode haver alterações. Assim, nada melhor do que esperar pela entrada em vigor da nova lei espanhola, ver os desenvolvimentos que tem e, correspondendo a medida aos desejos do Governo de Rajoy, aplicar em Portugal.
Há quem se preocupe, nestes tempos, e com toda a razão, com a dimensão económica e laboral, mas a grande ofensiva está a acontecer nos Direitos Sociais: Educação, Saúde, Segurança Social e Respeito pela Dignidade das pessoas, num total desprezo pela Liberdade das pessoas.
Dentro de uns tempos, o clima económica até pode melhorar e o peso desta crise ser menor, mas então podemos encontrar-nos com menos condições.
Como diz hoje Maruja Torres: La derecha tiene muy claro que su única libertad empieza y termina en los mercados.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A vergonhosa condenação de Baltasar Garzón
"El mundo entero está mirando", advertían ayer los observadores internacionales que acuden hoy a vigilar el juicio contra el juez Baltasar Garzón por su investigación de los crímenes del franquismo. "Es la primera vez en democracia que vienen al Supremo a supervisar un juicio", subrayó José Antonio Martín Pallín, magistrado retirado de ese mismo tribunal. "El mundo entero tiene los ojos puestos en este juicio y en las represalias que se están aplicando sobre Garzón". "La justicia española se está haciendo daño a sí misma", insistió uno de esos observadores, el consejero jurídico de Human Rights Watch Reed Brody.
Del que empieza hoy, subrayaron que "es la primera vez" en la Unión Europea que se sienta a un magistrado en el banquillo por investigar violaciones de derechos humanos
"Abandonar a un juez que aplica el derecho internacional en auxilio de las víctimas de graves violaciones de derechos humanos es atentar contra uno de los pilares del Estado de derecho".
O que se está a passar em Espanha é vergonhoso. Procura-se condenar em Tribunal quem quer e sempre se bateu pela Justiça.
Del que empieza hoy, subrayaron que "es la primera vez" en la Unión Europea que se sienta a un magistrado en el banquillo por investigar violaciones de derechos humanos
"Abandonar a un juez que aplica el derecho internacional en auxilio de las víctimas de graves violaciones de derechos humanos es atentar contra uno de los pilares del Estado de derecho".
O que se está a passar em Espanha é vergonhoso. Procura-se condenar em Tribunal quem quer e sempre se bateu pela Justiça.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Continuamos a ficar mais vulneráveis
"En Francia, y supongo que también en España, las agencias de calificación no son las que definen las políticas económicas. La pérdida de la triple A por una de las tres agencias no cambia nada. Tenemos que reaccionar con sangre fría, reducir el déficit y ganar competitividad", remató Sarkozy.
A primeira recepção que Mariano Rajoy teve, em Moncloa, como Presidente do Governo espanhol, foi do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Noutros tempos, dir-se-ia: grande estreia para Rajoy. Todavia, tal não corresponde, na actualidade, a tal consideração, uma vez que se trata da recepção de um Chefe de Estado de um país que viu, há dias, cortado o seu rating, e de melhor do mundo, passou para o escalão inferiror.
A conferência de imprensa que os dois deram revelou um Sarkozy tenso e irritado, muito pelas questões da perda do triplo A, que disse aos jornalistas, não entender bem o que eles queriam saber.
Ontem, ficou claro que Angela Merkel não passou a França para o clube dos aflitos gigantes, entenda-se: Itália e Espanha, mas foram as agências de rating, as mesmas que durante a crise e depois do pico, continuaram a actuar de modo livre. Por isso, já se fala na "aliança" Madrid-Roma-Paris. Numa lógica de: nós estamos fracos, mas somos fortes.
Como era previsível há uns tempos, e Sarkozy demitiu-se complementante desta opção, a solução ao presente momento que atravessamos, só pode ser europeia e quanto mais se adiar pior será para todos os europeus. Começou na Grécia, passou para a Irlanda, chegou a Portugal e, depois, contaminou grande espaço da UE. Um dia, por este caminho, também chegará à Alemanha e aos escandinavos.
Todavia, como já se percebeu, neste momento, as actuais lideranças dos gigantes europeus, entenda-se França e Alemanha, não são a solução, mas o problema.
A primeira recepção que Mariano Rajoy teve, em Moncloa, como Presidente do Governo espanhol, foi do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Noutros tempos, dir-se-ia: grande estreia para Rajoy. Todavia, tal não corresponde, na actualidade, a tal consideração, uma vez que se trata da recepção de um Chefe de Estado de um país que viu, há dias, cortado o seu rating, e de melhor do mundo, passou para o escalão inferiror.
A conferência de imprensa que os dois deram revelou um Sarkozy tenso e irritado, muito pelas questões da perda do triplo A, que disse aos jornalistas, não entender bem o que eles queriam saber.
Ontem, ficou claro que Angela Merkel não passou a França para o clube dos aflitos gigantes, entenda-se: Itália e Espanha, mas foram as agências de rating, as mesmas que durante a crise e depois do pico, continuaram a actuar de modo livre. Por isso, já se fala na "aliança" Madrid-Roma-Paris. Numa lógica de: nós estamos fracos, mas somos fortes.
Como era previsível há uns tempos, e Sarkozy demitiu-se complementante desta opção, a solução ao presente momento que atravessamos, só pode ser europeia e quanto mais se adiar pior será para todos os europeus. Começou na Grécia, passou para a Irlanda, chegou a Portugal e, depois, contaminou grande espaço da UE. Um dia, por este caminho, também chegará à Alemanha e aos escandinavos.
Todavia, como já se percebeu, neste momento, as actuais lideranças dos gigantes europeus, entenda-se França e Alemanha, não são a solução, mas o problema.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Monti sucede a Brown na coordenação do directório Paris-Berlim
Hoje, a imprensa espanhola dizia que Mariano Rajoy queria fazer parte do directório europeu, ao mesmo tempo que nota que Merkel e Sarkozy passam a contar com Mario Monti nos seus encontros.
Ora, a questão não está tanto em ser o Primeiro-Ministro de Itália a juntar-se ao dueto, que já deu provas de não saber, a dois, lidar com os problemas.
É evidente que o peso do país conta, e a Itália é uma gigante europeia, mas é a figura de Monti, um político, e não um tecnocrata como insistem em referir, com experiência e conhecimento da máquina europeia e da realidade mundial, algo que Sarkozy e Merkel, amiúde, demonstram não ter experiência para saber lidar.
Como há uns anos, em 2008 e 2009, quando Sarkozy e Merkel esperavam que Londres, leia-se: Gordon Brown, apresentasse propostas, no pico da pré-falência da banca, pois Paris e Berlim não sabiam actuar, a figura tutelar, agora, é de Monti.
Rajoy, como Merkel e Sarkozy, por mais que se esforcem, não são Monti. Agora, resta-nos a sensatez e a capacidade de Monti para saber lidar e encaminhar os dois ineptos do eixo Paris-Berlim.
Ora, a questão não está tanto em ser o Primeiro-Ministro de Itália a juntar-se ao dueto, que já deu provas de não saber, a dois, lidar com os problemas.
É evidente que o peso do país conta, e a Itália é uma gigante europeia, mas é a figura de Monti, um político, e não um tecnocrata como insistem em referir, com experiência e conhecimento da máquina europeia e da realidade mundial, algo que Sarkozy e Merkel, amiúde, demonstram não ter experiência para saber lidar.
Como há uns anos, em 2008 e 2009, quando Sarkozy e Merkel esperavam que Londres, leia-se: Gordon Brown, apresentasse propostas, no pico da pré-falência da banca, pois Paris e Berlim não sabiam actuar, a figura tutelar, agora, é de Monti.
Rajoy, como Merkel e Sarkozy, por mais que se esforcem, não são Monti. Agora, resta-nos a sensatez e a capacidade de Monti para saber lidar e encaminhar os dois ineptos do eixo Paris-Berlim.
Delegados ao Congresso do PSOE
Um bom gráfico, que permite conhecer melhor a eleição dos delegados ao Congresso do PSOE.
A luta entre Carme Chacón e Alfredo Pérez Rubalcaba está taco-a-taco.
A luta entre Carme Chacón e Alfredo Pérez Rubalcaba está taco-a-taco.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Passos e Rajoy são discípulos da trágica cartilha merkosista
Nenhum Primeiro-Ministro, em Portugal e em Espanha, chegou ao poder com tanta informação e conhecimento do estado do seu país e da realidade que tinha pela frente, como chegaram Passos Coelho e Mariano Rajoy.
Com a vasta e pormenorizada informação que tinham, ambos fizeram uma campanha eleitoral cinzenta (é tempo de começarmos a valorizar as campanhas, pois é neste período que se apresentam as propostas que depois, ao longo de uma legislatura devem ser apuradas do seu cumprimento ou não, e se não porquê). Não se comprometeram com muita coisa, a não ser o amor ao seu país, algo que qualquer candidato, em estado de normal lucidez tem, seja de direita ou de esquerda.
Nas campanhas que fizeram, tanto o líder do PSD como do PP, ambos prometiam, nas parcas palavras expressas, que não aumentariam os impostos. Passos Coelho, no dia 1 de Abril, mais conhecido como o dia das mentiras, qual coincidência do destino, chegou a dizer a uma rapariga, em Portugal, que cortar os subsídios (Férias e/ou Natal) era uma pura invenção. Escassas semanas, depois de ter assumido a chefia do Governo, a invenção tornou-se realidade.
Em Espanha, Mariano Rajoy quase que nem queria fazer campanha, para não se expor muito, ainda assim disse que não subiria os impostos. Ora, poucos dias depois de suceder a Zapatero, Rajoy decreta a subida de impostos.
Ambos eram tão hábeis a condenar os Governos socialistas, de Sócrates e Zapatero, mas uma vez encontrados no poder, não só aumentam a pressão fiscal como, pior, começam a desmantelar o Estado Social. Algo que os Governos socialistas peninsulares tudo fizeram para não debilitar.
Tudo é feito em articulação com a Chanceler alemã, para cair nas boas graças do Governo alemão, numa total irresponsabilidade. E nem por um único momento tem lugar a questão: o rumo que está a ser seguido é o correcto para o futuro de cada país?
É certo que os tempos são difíceis e as medidas de rigor são indispensáveis, porém não podem ser um fim em si mesmo, como defende o Governo alemão.
Se há quem ainda tem dúvidas de políticas de esquerda e direita, a crise é um exemplo das diferenças que existem. Enquanto a esquerda assume a austeridade, a direita impõe a asfixia.
Com a vasta e pormenorizada informação que tinham, ambos fizeram uma campanha eleitoral cinzenta (é tempo de começarmos a valorizar as campanhas, pois é neste período que se apresentam as propostas que depois, ao longo de uma legislatura devem ser apuradas do seu cumprimento ou não, e se não porquê). Não se comprometeram com muita coisa, a não ser o amor ao seu país, algo que qualquer candidato, em estado de normal lucidez tem, seja de direita ou de esquerda.
Nas campanhas que fizeram, tanto o líder do PSD como do PP, ambos prometiam, nas parcas palavras expressas, que não aumentariam os impostos. Passos Coelho, no dia 1 de Abril, mais conhecido como o dia das mentiras, qual coincidência do destino, chegou a dizer a uma rapariga, em Portugal, que cortar os subsídios (Férias e/ou Natal) era uma pura invenção. Escassas semanas, depois de ter assumido a chefia do Governo, a invenção tornou-se realidade.
Em Espanha, Mariano Rajoy quase que nem queria fazer campanha, para não se expor muito, ainda assim disse que não subiria os impostos. Ora, poucos dias depois de suceder a Zapatero, Rajoy decreta a subida de impostos.
Ambos eram tão hábeis a condenar os Governos socialistas, de Sócrates e Zapatero, mas uma vez encontrados no poder, não só aumentam a pressão fiscal como, pior, começam a desmantelar o Estado Social. Algo que os Governos socialistas peninsulares tudo fizeram para não debilitar.
Tudo é feito em articulação com a Chanceler alemã, para cair nas boas graças do Governo alemão, numa total irresponsabilidade. E nem por um único momento tem lugar a questão: o rumo que está a ser seguido é o correcto para o futuro de cada país?
É certo que os tempos são difíceis e as medidas de rigor são indispensáveis, porém não podem ser um fim em si mesmo, como defende o Governo alemão.
Se há quem ainda tem dúvidas de políticas de esquerda e direita, a crise é um exemplo das diferenças que existem. Enquanto a esquerda assume a austeridade, a direita impõe a asfixia.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
PSOE: entre a experiência e o futuro
Hoje, o candidato à Moncloa que perdeu com Rajoy, e um dos grandes Ministros dos anteriores Governos, Alfredo Pérez Rubalcaba, apresentou a sua candidatura à liderança, que se disputa no Congresso de Sevilha, no início de Fevereiro de 2012. Esta era uma incógnita, se depois da pesada derrota de Novembro, o homem que deu a cara pelos socialistas se apresentaria à liderança do partido (refira-se que Rubalcaba foi o candidato, mas a liderança do PSOE continuou a ser de Zapatero). Há poucos dias as dúvidas foram dissipadas e, hoje, na sede da UGT, em Madrid, Rubalcaba assumiu a sua candidatura.
Por outro lado, a esperada candidatura, ainda não assumida, de outra governante de Zapatero, Carme Chacón, já anda por terras espanholas, a apresentar a causa: mucho PSOE para hacer.
A escolha é dos socialistas espanhóis e uma medida é consensual nesta corrida: ambos defendem que a partir de agora os candidatos do PSOE devem ser escolhidos através de directas, isto é, filiados e cidadãos têm direito a voto e elegem o candidato do partido, à imagem da escolha do candidato socialista à presidência de França. Um debate que também se gerou no PS português, na recente eleição do Secretário-Geral, entre António José Seguro e Francisco Assis.
O debate começa a aquecer e já há contributos válidos, como este Un PSOE nuevo con los valores de siempre, de José Martínez Olmos, ou esta plataforma, merecedora de atenção, criada por militantes, Bases en Red.
Não menos irrelevante para esta eleição é o facto das eleições para o Governo andaluz, em Março, que obriga os candidatos, no combate interno, a uma preocupação de contribuírem para a vitória dos socialistas no derradeiro bastião socialista em Espanha (a esmagadora maioria das comunidades autónomas em Espanha são lideradas pelo PP e o PSOE, actualmente, só lidera na Andaluzia, desde sempre, e no País Basco). Não é por acaso que o Congresso é em Sevilha, assim como o PP fará, poucos dias depois, também na capital andaluz, o seu Congresso, no que será um grande combate, entre a vontade de querer manter o poder e, ao mesmo tempo, dar sinais de recuperação (o PSOE) e de quem quer consolidar o poder em todo o país (o PP).
A seguir esta escolha do PSOE.
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