terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Temos líder na Coreia do Norte


Com um estilo de promoção 'à' Putin, Kim Jung Un demonstra estar preparado para liderar o país. Vale a pena ver o vídeo.

O referendo independentista escocês


Continua a ganhar caminho a intenção de realizar um referendo de independência na Escócia e David Cameron nem manifesta incómodo com esta consulta, desejando que esta até se realize no decorrer deste ano, de 2012.
Por enquanto, e de acordo com recentes sondagens, a maioria dos escoceses ainda prefere a manutenção do elo ao Reino Unido. Já o Partido Nacional da Escócia (SNP), defensor acérrimo da independência, pretende a consulta, que é vinculativa, mas só em 2014, quando se assinalam os 700 anos da batalha que opôs escoceses a ingleses (Bannockburn), ganha pelos escoceses.
A questão escocesa acabará, mais cedo ou mais tarde, por contagiar a agenda europeia, pois bastará pensar em casos tão próximos como os do País Basco e da "Padânia", para não enumerar outras.

Quanto à ordem interna britânica, este assunto ainda dará muito que falar.

Assad diz está perto da vitória

Syrian President Bashar Assad said Tuesday he will not step down, insisting that he still has his people's support.
"We will declare victory soon," he said in the speech at Damascus

Normalmente, estas palavras são prenúncio do oposto.

Dada a situação síria, na actualidade, o caso deve ser mais moroso do que a mudança na Líbia.

Uma fórmula estranha para gerar emprego

París y Berlín asumen que solo con austeridad no habrá empleo

Ontem reunidos, Merkel e Sarkozy, pela primeira vez em 2012, Berlim dá sinais de atenuar a sua austeridade, mas isso deve-se à situação interna, uma vez que a economia germânica não deverá ter em 2012 um ano tão bom como o anterior, pois pode estar à beira da estagnação. Mas ainda assim, considerar que só se cria emprego com austeridade, é uma fórmula só digna de Vítor Gaspar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Monti sucede a Brown na coordenação do directório Paris-Berlim

Hoje, a imprensa espanhola dizia que Mariano Rajoy queria fazer parte do directório europeu, ao mesmo tempo que nota que Merkel e Sarkozy passam a contar com Mario Monti nos seus encontros.

Ora, a questão não está tanto em ser o Primeiro-Ministro de Itália a juntar-se ao dueto, que já deu provas de não saber, a dois, lidar com os problemas.

É evidente que o peso do país conta, e a Itália é uma gigante europeia, mas é a figura de Monti, um político, e não um tecnocrata como insistem em referir, com experiência e conhecimento da máquina europeia e da realidade mundial, algo que Sarkozy e Merkel, amiúde, demonstram não ter experiência para saber lidar.

Como há uns anos, em 2008 e 2009, quando Sarkozy e Merkel esperavam que Londres, leia-se: Gordon Brown, apresentasse propostas, no pico da pré-falência da banca, pois Paris e Berlim não sabiam actuar, a figura tutelar, agora, é de Monti.

Rajoy, como Merkel e Sarkozy, por mais que se esforcem, não são Monti. Agora, resta-nos a sensatez e a capacidade de Monti para saber lidar e encaminhar os dois ineptos do eixo Paris-Berlim.

Amigos do negócio da China

Eduardo Catroga, Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo e Ilídio Pinho são alguns dos nomes propostos à Assembleia Geral de Accionistas para integrar o Conselho de Supervisão da EDP.

Se não tivessem ligação ao PSD e CDS e responsáveis destes dois partidos do Governo, poderia considerar-se a proposta destes nomes normal. Mas não é, e quem propôs sabe que não é, ainda assim avançou-se com a lista. Não são pentelhos, como diria Catroga noutro contexto.

Hungría se desliza hacia el fascismo

La Hungría democrática nos llama; la Europa institucional hace oídos sordos y da largas, llena de hipocresía. Sin embargo, aunque los Gobiernos europeos quieran perder el tiempo en burocracias y procedimientos paralizadores e irresponsables, es necesario que los ciudadanos europeos hagan de "la cuestión de Hungría" un problema suyo, una batalla suya. Una batalla que ya es inaplazable.

El Gobierno de Viktor Orban ha impuesto una nueva Constitución que pisotea los derechos democráticos mínimos que Europa considera vinculantes e irrenunciables para cualquier país que desee adherirse a la Comunidad. Se ha modificado la ley electoral a medida para facilitar al partido de Orban futuras victorias, se ha amordazado a la prensa y la televisión, los magistrados están sometidos a la voluntad del Ejecutivo, el Banco Central ha perdido cualquier margen de autonomía, y el nacionalismo y el racismo se han convertido en el aglutinante popular de este auténtico fascismo posmoderno.

Si la Hungría de Orban solicitase hoy la entrada en Europa, se encontraría con el rechazo, porque no cumple los mínimos requisitos democráticos. Pero el artículo 7 del Tratado de Lisboa especifica que un país miembro de la Unión Europea debe perder su derecho de voto cuando viola esos requisitos. Por tanto, es necesario que el Parlamento de Estrasburgo, la Comisión de Bruselas y los Gobiernos europeos de forma individual se movilicen de inmediato para aplicar dicho artículo con una intransigencia absoluta. Cualquier tendencia a esperar, de dejarlo en manos de la diplomacia, de actuar "gradualmente", serviría solo para animar al Gobierno de Orban a seguir por la vía que de forma tan arrogante ha emprendido y que amenaza con el contagio antidemocrático de toda la comunidad política continental.

Plegarse a la prepotencia de los poderes antidemocráticos, con la excusa del "mal menor", es una tentación eterna de las clases dirigentes y privilegiadas. Un ejemplo de trágicos protagonistas aquejados de este síndrome de vileza (que se convierte en ley del silencio) estuvo en Múnich, en 1938, en los tibios demócratas Chamberlain y Daladier, que cedieron ante unos antidemócratas coherentes, Hitler y Mussolini. Si la Europa de Merkel, Cameron y Sarkozy cede hoy ante Orban, si se limita a mirar hacia otro lado o a aprobar unas sanciones de fachada, estaría repitiendo, a escala reducida, la infamia del 38. Y, por favor, que no citen a Marx, que, a propósito de Napoleón III, dijo que la historia se repetía siempre, la primera vez como tragedia y la segunda como farsa. A veces ocurre así, pero, a veces, la nueva tragedia, aunque en formato pequeño, es para quien la vive tan devastadora como la anterior. Con el agravante de que la Alemania de Hitler era una potencia militar y económica que equivalía, por sí sola, al resto de Europa, mientras que el Gobierno de Orban se ve obligado a pedir ayuda al Fondo Monetario Internacional con la gorra en la mano y, si se le encerrase en un cordón sanitario europeo eficaz, tendría que acabar yéndose (igual que hizo el amigo Berlusconi). Es decir, la vileza de Merkel, Cameron y Sarkozy sería una vileza al cuadrado. Sería complicidad.

No es causalidad que Orban siempre haya señalado a Putin y Berlusconi como modelos, correspondiendo con ello a un ardiente apoyo por parte de ellos (Berlusconi declaró hace 10 años en Budapest: "Nuestros programas y nuestras políticas son idénticos, existe entre nosotros una sintonía extraordinaria"). Es una prueba de que la plaga del fascismo posmoderno, blando solo en apariencia, es una fuerza extendida y con un crecimiento amenazador, de la que Marine Le Pen y la derecha holandesa en la mayoría de Gobierno no son más que otras puntas de iceberg inquietantes.

Si queremos evitar el contagio, es necesario que tratemos a los apestados como apestados. Europa cometió un gran error al no intervenir contra Berlusconi durante casi 20 años y, si no interviene contra Orban, preparará su suicidio. Porque sancionar a Orban, privarle del voto en las instituciones europeas, significa apoyar a la república húngara, a los ciudadanos demócratas húngaros, que salieron a las calles cantando el Himno a la alegría de Schiller y Beethoven, ese himno adoptado por Europa como propio. Nuestro himno, si no queremos que Europa sea solo la de los mercaderes (con sus oídos sordos), los banqueros (con sus valores tóxicos construidos con bonus millonarios) y unos Gobiernos demócratas pero tibios (con su vileza y complicidad).

Paolo Flores D'Arcais
Publicado no El País, 07/01/11

Delegados ao Congresso do PSOE

Um bom gráfico, que permite conhecer melhor a eleição dos delegados ao Congresso do PSOE.

A luta entre Carme Chacón e Alfredo Pérez Rubalcaba está taco-a-taco.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aumenta a imigração europeia na Dinamarca

Greeks and Italians come to Denmark

Além de gregos e italianos, portugueses, espanhóis e irlandeses estão a ir para a Dinamarca em busca de um futuro.

A Dinamarca já não é a sociedade tão próspera da década de 90, ainda assim oferece um conforto como poucos na UE.

Sinais dos tempos.

Um bom dia para Obama

A primeira eleição primária Republicana, ganha por escassa margem por Mitt Romney, acabou por se traduzir numa boa jornada eleitoral para Barack Obama.

O Presidente dos EUA, que neste momento não tem nenhum desgaste interno, devido a ser o único candidato Democrata na corrida à Casa Branca em 2012, continua a ser presenciado com uma campanha Republicana fraca e sem grande mobilização.

A vitória de 8 votos de Romney, frente a Santorum, no decisivo estado do Iowa, um swing State, significa mais dificuldades para os Republicanos do que para os Democratas.

A campanha continua a ser acompanhada, a par e passo, nos EUA 2012.

Um teste decisivo para Marrocos

El rey de Marruecos nombra al primer Gobierno presidido por un islamista

2012 será o ano do grande teste para a nova realidade política e constitucional de Marrocos.

No ano passado, o Rei, face às pressões, decidiu abrir o regime, a Constituição, via referendo, mudou, e, deste modo, forças que estavam condicionadas passaram a poder conquistar o poder, como acontece presentemente.

Não deverá ser uma convivência cheia de cooperação estratétiga, mas é do interesse dos visados e de Marrocos que esta experiência corra o melhor possível.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A ultra-ortodoxia que mina Israel

O que se está a passar em Israel, com a tentativa de imposição de valores ultra-ortodoxos, é um péssimo sinal de uma sociedade que se quer baseada na Justiça e não desconsidera a Pessoa, por ser Mulher ou Homem. A ler este artigo de Nehemia Shtrasler, publicado no Haartez.

It’s time to cure the disease of ultra-Orthodox education

Blessed be the yeshiva student who scared the little girl on her way to school. Blessed also be the one who spit at and cursed female passersby. Blessed be the ultra-Orthodox man who called the female soldier a prostitute, and blessed be those who demonstrated in striped prisoners' garb and stuck yellow stars on their clothing.   

All this taken together might finally shake up the secular majority and force it into action. All this might make 90 percent of the population understand that there's no point in condemning the spitter or putting the one who cursed on trial. They are merely symptoms of a serious disease, and whoever deals merely with the symptoms is wasting his time and could even make the disease worse.

The disease is ultra-Orthodox education. It's an education that puts young Haredim through a thorough brainwashing, which ends with them believing that democracy is the evil regime, that equal rights for women is totally treif, that freedom and humanism are only good for the goyim, and that studying math, English and history is idolatry. They also learn that to go out and work for a living is a terrible embarrassment, and that to serve in the army is worthy of contempt, suited only to the secular donkey - who is stupid enough to sacrifice his life for the "homeland."         

Young Haredim are educated to totally despise the values of the secular state, which is why they have no problem scaring a little girl or calling policemen Nazis. Their leaders have a clear goal: To provide the community with good living conditions at the expense of the secular donkey, who they believe should work hard, pay taxes and sacrifice his life in the army. Thus they can continue to shirk their duty while continuing to blackmail.         

The part that's especially galling and absurd is that the secular majority, in its foolishness, is financing this destructive process. It gives huge budgets to the independent Haredi educational system. It gives allowances to married yeshiva students, as well as grants that are far higher than what a soldier gets during his compulsory service, or a student studying medicine or engineering. This is because the secular population is suicidal. It is slowly but surely wiping itself out with its own hands.         

Just now, following the events in Beit Shemesh, Prime Minister Benjamin Netanyahu suggested a solution: Divide Beit Shemesh into two, a Haredi city and a religious-secular one. Interior minister and Shas chairman Eli Yishai immediately objected. Yishai understood that a Haredi city couldn't survive because it would be "without revenues, without arnona [city taxes] and without industry."
In other words, without the secular-national religious donkey bearing the burden, there would be nothing from which to give those Haredi families with many children. It would be impossible for them to finance their education, health care, welfare, ritual baths, synagogues, yeshivas and kollels - yeshivas for married men.         

As we speak, Beit Shemesh is planning a new neighborhood with 25,000 apartments, but the government is marketing those apartments at Haredim at cost price. In other words, despite the recommendations of the Trajtenberg Committee, the Haredim are the ones who will get land at half price, in addition to large discounts on taxes. All this comes on the backs of the religious and secular taxpayers.         

Only last week, Yishai suggested changing the tables for arnona discounts so that large families in small apartments with low incomes get a bigger break.         

So we have to stop dealing with symptoms; it's time to cure the disease. In other words, to do away with the independent education systems of Shas and Agudat Yisrael, and force every child in Israel to study the same general curriculum, as in France. Whoever wishes can teach his children Mishna and Talmud in the afternoon.         

All the Haredi draft evaders should be drafted into the Israel Defense Forces for three years, like any other citizen. Everyone has to help protect the country. The support given to yeshivas and kollels from the state budget should be totally stopped, which will force the Haredim to go to work. In no part of the Diaspora, neither in Poland nor in Morocco, did Jews even dream of living as parasites at the public's expense.         

But knowing where we live, and what's important to Netanyahu, we can assume that this call will fall on deaf ears and we'll take the slow-but-sure route to oblivion.          

É tempo de defender a Democracia e a Liberdade na Hungria

Fin décembre, le président de la Commission, José Manuel Barroso, a adressé une lettre - la deuxième en quinze jours - à M. Orban pour le metter en garde contre les risques de sa politique. Cet avertissement ne semble guère avois eu d'effet, pas plus qu'une lettre d'Hillary Clinton dans le même sens. L'UE a encore la possibilité de recourir à l'article 7 du traité de Lisbonne, qui prive du droit de vote les Etats membres violant les règles démocratiques.

Ontem, à noite, em Budapeste, muitos húngaros saíram à rua para protestar com a nova Constituição magiar, entrada em vigor no primeiro dia deste ano, pelo atendado à Liberdade e o fim da separação de poderes.

É tempo da UE deixar de escrever cartas a Viktor Orban e tomar medidas para defender a Liberdade e a Democracia na Hungria. Afinal, uma das condições primeiras para aderir, são os ideais de Liberdade, que o actual Governo de Orban está a cortar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Aceita-se sempre a oferta mais alta quando não há estratégia

Li, hoje, este artigo de Marques Mendes, um dos novos cronistas da praça lusa.

Infelizmente, ainda há quem continue a considerar bom o negócio do Estado português com a chinesa "Três Gargantas". Nem mesmo depois do empresário chinês ter dito que a compra foi barata há qualquer reconhecimento da facilidade da venda, que Portugal devia ter feito cara.

Marques Mendes aplaude o negócio feito e vê grandes virtudes na China. Uma economia pujante, será a líder mundial dentro de algum tempo e quer entrar no mercado energético europeu, razões de sobra para Portugal se render a Pequim, destaca o antigo Ministro do PSD.

Do lado chinês, considero o investimento pertinente e válido. E até acabou por ser uma compra a preço de saldo.

Porém, o que Marques Mendes assim como os nossos governantes não entendem, é que Portugal também joga um papel estratégico importante e a energia é um sector vital nesta era. Basta atender, desde logo, à falta de uma política energética comum na UE e como a Rússia beneficia disso, com pesadas consequências para os consumidores europeus. A energia é um dos sectores mais importantes e, ao mesmo tempo, mais debilitantes do projecto europeu. Mas por cá, isso não é entendido.

E, nesta lógica europeia, de cada Estado por si, Portugal, quando devia saber lidar com o Brasil, outro dos interessados na aquisição da EDP, o nosso País acabou por desbaratar uma das alavancas do projecto lusófono.

É certo que a oferta brasileira não era tão boa como a chinesa, mas devia comportar um leque de negócios noutros domínios e que, provavelmente, Brasília poderia ver com bons olhos, até porque há domínios em que o Brasil carece de investimento e as empresas portuguesas podiam/podem desempenhar um papel importante.

Talvez Marques Mendes desconheça que o Brasil é outra das potências económicas mundiais, a 6ª actualmente, e com quem temos afinidades ainda mais ancestrais do que temos com a China. Talvez Marques Mendes desconheça a previsão económica de que até ao final desta década o Brasil esteja à frente de todas as potências europeias, o que significa, ultrapassar a França e a Alemanha, e estar nos primeiros lugares mundiais, a par dos EUA e da China.

Infelizmente, para os nossos governantes, o Brasil, como Angola, apenas servem para enviar os nossos professores de português e jovens quadros. E os nossos comentadores do regime acabam por aplaudir o que nos sairá caro.

Almada com contas em dia e as famílias sem pré-escolar público

O município de Almada garantiu hoje que vai entrar em 2012 com "saldo positivo e sem qualquer dívida vencida a fornecedores e/ou empreiteiros", sublinhando que considera tratar-se de um "caso inédito no país".

Esta notícia merece o aplauso, pela gestão financeira exemplar do Município de Almada, há anos liderado por Maria Emília Sousa.

Todavia, é de referir que há áreas cruciais, como a Educação, na qual o PCP não tem praticamente investido qualquer cêntimo.

Como refere, e bem, Paulo Pedroso, há pouquíssimos lugares no pré-escolar público e a aceitação das crianças só é feita a partir dos 5 anos. Assim é mais fácil atingir um saldo positivo.

Para quem se diz tão amigo das pessoas, bem que a Educação devia merecer mais consideração num concelho que conta com uma faixa significativa de jovens casais.

Se há domínios em que o Poder Local faz uma grande diferença, a Educação é uma delas, e é, sublinhe-se, nevrálgica para o futuro da comunidade e do País.

Passos e Rajoy são discípulos da trágica cartilha merkosista

Nenhum Primeiro-Ministro, em Portugal e em Espanha, chegou ao poder com tanta informação e conhecimento do estado do seu país e da realidade que tinha pela frente, como chegaram Passos Coelho e Mariano Rajoy.

Com a vasta e pormenorizada informação que tinham, ambos fizeram uma campanha eleitoral cinzenta (é tempo de começarmos a valorizar as campanhas, pois é neste período que se apresentam as propostas que depois, ao longo de uma legislatura devem ser apuradas do seu cumprimento ou não, e se não porquê). Não se comprometeram com muita coisa, a não ser o amor ao seu país, algo que qualquer candidato, em estado de normal lucidez tem, seja de direita ou de esquerda.

Nas campanhas que fizeram, tanto o líder do PSD como do PP, ambos prometiam, nas parcas palavras expressas, que não aumentariam os impostos. Passos Coelho, no dia 1 de Abril, mais conhecido como o dia das mentiras, qual coincidência do destino, chegou a dizer a uma rapariga, em Portugal, que cortar os subsídios (Férias e/ou Natal) era uma pura invenção. Escassas semanas, depois de ter assumido a chefia do Governo, a invenção tornou-se realidade.

Em Espanha, Mariano Rajoy quase que nem queria fazer campanha, para não se expor muito, ainda assim disse que não subiria os impostos. Ora, poucos dias depois de suceder a Zapatero, Rajoy decreta a subida de impostos.

Ambos eram tão hábeis a condenar os Governos socialistas, de Sócrates e Zapatero, mas uma vez encontrados no poder, não só aumentam a pressão fiscal como, pior, começam a desmantelar o Estado Social. Algo que os Governos socialistas peninsulares tudo fizeram para não debilitar.

Tudo é feito em articulação com a Chanceler alemã, para cair nas boas graças do Governo alemão, numa total irresponsabilidade. E nem por um único momento tem lugar a questão: o rumo que está a ser seguido é o correcto para o futuro de cada país?

É certo que os tempos são difíceis e as medidas de rigor são indispensáveis, porém não podem ser um fim em si mesmo, como defende o Governo alemão.

Se há quem ainda tem dúvidas de políticas de esquerda e direita, a crise é um exemplo das diferenças que existem. Enquanto a esquerda assume a austeridade, a direita impõe a asfixia. 

O barómetro austríaco dá maus sinais para a UE

A Áustria é um dos melhores barómetros europeus. É um dos países mais ricos e com melhores condições e os sinais transmitidos pela sua comunidade são um sinal de como estão os momentos actuais, pois acabam por traduzir o que de melhor têm os Escandinavos e as dificuldades que sentem os países com menos condições.

Nesta notícia, sabemos que os conservadores austríacos (ÖVP), no Governo em coligação liderada pelos sociais-democratas (SPÖ), pretendem reduzir os gastos com o Serviço Público de Saúde.

Se continua a progredir a posição da direita europeia, de privatizar a Saúde, no caso austríaco há outro factor relevante a considerar: a força da extrema-direita. Ora, neste momento, a principal formação de extrema-direita, o FPÖ, está a par com o SPÖ na liderança das sondagens. E o ambiente, de crise, é propício à progressão da extrema-direita.

Vale a pena não esquecer a História dos últimos séculos e não ignorar a importância da Áustria na Europa.

Se a vizinha Hungria já tem um Governo nacionalista, bem se dispensa o mesmo rumo em Viena. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Uma visão lúcida e sensata

Parlo dei sacrifici, guardando specialmente a chi ne soffre di più o ne ha più timore. Nessuno, oggi - nessun gruppo sociale - può sottrarsi all'impegno di contribuire al risanamento dei conti pubblici, per evitare il collasso finanziario dell'Italia. Dobbiamo comprendere tutti che per lungo tempo lo Stato, in tutte le sue espressioni, è cresciuto troppo e ha speso troppo, finendo per imporre tasse troppo pesanti ai contribuenti onesti e per porre una gravosa ipoteca sulle spalle delle generazioni successive.
Bisogna dunque ripensare e rinnovare le politiche sociali e anche, muovendo dall'esigenza pressante di un elevamento della produttività, le politiche del lavoro : per la fondamentale ragione che il mondo è cambiato, che l'epicentro della crescita economica - e anche di quella demografica - si è spostato lontano dall'Europa, e non solo il nostro paese, ma il nostro continente vedono ridursi il loro peso e i loro mezzi, e debbono rivedere il modo di concepire e distribuire il proprio benessere, e concentrare i loro sforzi nel guadagnare nuove posizioni e opportunità nella competizione globale. Senza mettere in causa la dimensione sociale del modello europeo, il rispetto della dignità e dei diritti del lavoro.
Guardiamo dunque con questa consapevolezza alle grandi prove che abbiamo davanti : come superare i rischi più gravi di crisi finanziaria per il nostro paese, e come reagire alle minacce incombenti di recessione. L'Italia può e deve farcela ; la nostra società deve uscirne più severa e più giusta, più dinamica, moralmente e civilmente più viva, più aperta, più coesa.
Non c'è futuro per l'Italia senza rigenerazione della politica e della fiducia nella politica.

A intervenção do Presidente italiano, Giorgio Napolitano, ontem, merece ser tida em consideração, pela sensatez e objectividade do Chefe de Estado transalpino.

2012

As mudanças políticas que vão acontecer este ano serão marcantes para o futuro da década que temos pela frente.

A China irá mudar de líder. Hu Jintao vai deixar o poder e Xi Jiping vai ser indicado, neste ano, no Congresso do PC chinês, o próximo Presidente da República Popular da China. Uma mudança que não desviará o rumo do colosso asiático, iniciado no final da década de 70 do século XX por Deng Xiaoping, mas representa um novo salto, nesta fase de liderança mundial dos chineses.

Na Rússia, Putin deve renovar o poder, nas eleições presidenciais de Março, porém, como o último mês de Dezembro demonstrou, a popularidade do actual Primeiro-Ministro está em queda. E o passeio de outrora não continuará.

Nas Américas, destaque para as eleições presidenciais da Venezuela, México e EUA.

Hugo Chávez já teve o seu auge e a imagem de debilidade, associada à doença, da qual ainda não se sabe bem se está completamente restabelecido, a par de fracos resultados da economia, pode causar uma surpresa. O populismo nunca esteve tão vulnerável na pátria de Bolívar, como está actualmente.

No México, um dos gigantes mundiais, e ainda pouco entendido como tal, Felipe Calderón colocará um ponto final ao seu mandato, marcante pelo combate que fez aos cartéis de droga. 2012 pode representar o regresso ao poder federal do outrora dominante PRI.

Nos EUA, Obama está em condições de revalidar o mandato, mas a tarefa não será tão fácil, mesmo perante um candidato Republicano fraco.

Em África, a eleição legislativa angolana será mais um teste à democracia da pátria dos palancas e Eduardo dos Santos, que ainda não disse qual a sua disponibilidade para continuar na presidência do país, nas vésperas da decisão deverá anunciar vontade de continuar.

No norte do continente africano, o teste às mudanças radicais iniciadas em 2011 vai continuar. De Marrocos ao Egipto, veremos o despertar de um sistema democrático ou, então, a continuação dos anteriores sistemas e regimes, mas com outros intérpretes e que representam novos riscos regionais com impacto global.

No Médio Oriente, as eleições palestinianas deste ano podem ser marcantes e obrigar, como devem, Israel a encetar negociações com a Autoridade Palestiniana, agora que o Hamas demonstra querer guerrear com as palavras, em vez das armas. Na Síria, 2012 deve ser o ano decisivo, da afirmação ou queda do regime de Al-Assad.

Na Europa, a eleição do presidente francês será decisiva, para o futuro da França e da UE. UE que terá, neste ano, um grande teste ao €uro. Depois de um ano de aflições e dificuldades, a moeda única estará debaixo de fogo, isto é, ou as lideranças europeias assumem as suas responsabilidades em conjunto e com soluções para todos ou as soluções a cargo de cada nação apenas contribuirão para o fracasso europeu.

Em Portugal, deveremos ter mais do mesmo, do que tivemos nos últimos meses e o empenho pelo crescimento estará arredado das preocupações dos nossos governantes.