sábado, 21 de janeiro de 2012

Berlusconi volta a esticar a corda


A direita italiana, menos de dois meses depois de ter saído do poder, começa a aprofundar as brechas abertas face ao Governo Monti, que apoiou, na investidura.

Não é a primeira vez que Berlusconi dá sinais de impaciência com o Executivo. A sede e dependência do poder começa a sentir-se e por este andar o PdL (formação de il Cavalieri) bem pode começar a forçar eleições antecipadas dentro de alguns meses.

A esquerda, por seu turno, e bem, pretende que o mandato de Monti termine em 2013, com o fim da legislatura. Em suma, em Itália, com a excepção do actual Governo, constituído à margem dos partidos, tudo continua igual. Assim é difícil operar as mudanças necessárias, ainda que Monti continue a demonstrar uma paciência e estofo fora do comum.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A boa moeda do Presidente e a má moeda do Cidadão Cavaco Silva


Cavaco Silva acabou, finalmente, por dar voz à realidade de milhares de portugueses reformados. O Presidente da República está, por isso, coberto de razão, tendo em conta as décadas que muitas pessoas descontaram e as míseras pensões que auferem hoje em dia.

Todavia, o cidadão Cavaco Silva, um priveligiado na sociedade portuguesa, a quem nunca faltará, felizmente, comida na mesa e dinheiro para comprar os medicamentos que precisa de tomar, roubou o espaço público do Presidente da República e apropriou-se da função do Chefe de Estado para reclamar para si, cidadão Cavaco Silva, o que nunca faltará a quem vive em Belém.

Se o Presidente da República esteve bem, pois chamou a atenção para um problema que afecta milhares de pessoas em Portugal, o cidadão Cavaco Silva usurpou o espaço que teve à sua disposição.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Quem mais debilita os trabalhadores quer dar lições de Direitos


Há muito que a CTGP se demitiu das suas responsabilidades. Nunca quis fazer parte de soluções, limitou-se a ser contra os problemas, sem, no entanto, com essa postura, salvaguardar, de facto, os direitos dos trabalhadores.

Há anos que a CGTP passou a comportar-se como um treinador de bancada. Condena tudo e todos e não faz qualquer distinção de propostas. É contra e ponto final, assunto encerrado. O País sabe isto, a começar nos filiados da CGTP, mesmo aqueles que não apreciam este rumo.

Agora, e na sua tradicional posição de se demarcar dos genuínos interesses dos trabalhadores, que não são protegidos com berros na rua e protestos, que a CGTP banalizou e por isso hoje milhares de portugueses encaram a greve como um obstáculo e não um aliado dos direitos laborais, como devia, a CGTP, numa atitude da mais deplorável, quer condenar a UGT.

O acordo da Concertação Social que a UGT assinou não é, como se percebe com facilidade, e só a má fé pode considerar o contrário, o documento desejado pelos trabalhadores, e por isso João Proença não adicionaria a sua assinatura, em nome da UGT, por mero gosto, mas sim porque havia mais em causa, como a contratação colectiva.

A UGT assumiu o seu compromisso, que legitimamente pode ser criticado. Mas devemos ser objectivos e deixar-nos de onirismos, tendo em conta a realidade actual. Eu considero que João Proença teve muita coragem e fez aquilo que, provavelmente, lhe custou mais em toda a vida sindical, mas há momentos em que é preferível ter um pássaro na mão do que dois a voar.

Quem menos tem legitimidade para criticar a UGT, como a CGTP, desde logo por que se demarca da sua missão, e ainda anda na rua insultar o líder de outra central sindical, num gesto deplorável de camaradagem de quem tem os mesmos propósitos, quer, agora, dar lições e punir Proença pelo que expressa em Liberdade.

A GCTP devia ter vergonha do que quer fazer. Gosta de dar-se ao luxo de tudo, menos daquilo para que existe: defender os trabalhadores.

Como sempre, a mania da superioridade. Mas esta, como o tempo está a demonstrar, apenas serve para debilidar as condições laborais em Portugal. Ou teremos dúvidas que UGT e CGTP, sentadas, até ao fim, nas negociações, não obteriam um resultado mais positivo?

Chega de hipocrisia! Em vez de condenar a UGT, a CGTP deve reflectir o que anda a fazer há décadas.

Riqueza no Mediterrâneo oriental

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Investimentos que procuram captar riqueza e gerar emprego



At present, the British aviation industry says the nation is losing out to rivals airports such as Schiphol in Amsterdam and Paris Charles de Gaulle.


"The recognition today is that it matters to the UK economy, to jobs and to growth. There's no reason why any option should be ruled out."

Os britânicos já perceberam que têm um sério problema, em termos de concorrência aeroportuária no quadro europeu, e têm de ser tão ou mais competitivos que os principais concorrentes, se quiserem obter benefícios económicos.

A aposta na construção de um novo aeroporto em Londres, que se assuma como um hub europeu, vem corresponder a este desígnio, ao mesmo tempo que é ancorado na geração de riqueza e criação de emprego.

O Governo de Londres é conservador e, ao contrário das teses tradicionais da direita, não enjeita o investimento, com os propósitos óbvios: ter proveitos. Por cá, temos um Governo de direita que continua a conceber o investimento nas obras públicas como nas décadas de ouro do cavaquismo: investir só por investir. Como a situação é de aflição, e a lógica do investir só pelo investimento não se enquadra no período de recessão, continua-se a conceber o novo aeroporto de Lisboa, que não pode (apesar de) ser secundário no quadro Ibérico, e o TGV, essencial na rede europeia de alta velocidade, como um luxo. Num total desprezo das oportunidades que se podem e devem abrir à economia lusa.

Seria bom que os governantes portugueses pudessem aprender alguma coisa com os homólogos britânicos. O investimento nas infra-estruturas não é um fim, mas um meio. Em Portugal, com o cavaquismo e com o actual Governo, as infra-estruturas são concebidas como um fim, e não um meio, por isso o País não retira proveitos. Assim, em vez de progredirmos andamos a marcar passo. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A família Kirchner

El hijo de la presidenta argentina acumula influencias en los círculos de poder

Um nome a reter no futuro da Argentina: Máximo Kirchner, filho do antigo Presidente Nestor Kirchner e da actual Presidente, Cristina Kirchner.

O clã continua!

Ainda não são os eurobonds, mas já há Deutschlandbonds

la chancelière vient d'apporter son soutien à l'adoption de «Deutschlandbonds», des bonds allemands visant à gommer les disparités entre les Länder les plus riches et les plus pauvres.

Merkel começa a fazer o caminho, ainda que só o faça a nível interno.

Se a Chanceler alemã aplicar a mesma lógica germânica à escala europeia conseguirá defender muito melhor os alemães do que pensa. 

Já faltou mais para os eurobonds? Provavelmente!

O fim da Coreia do Norte?


Não estaria tão optimista como o irmão do novo líder norte-coreano.

Aumenta a contestação na Roménia

People were gathering again in Bucharest’s central University Square and other cities across the country yesterday, for the fifth day of protests against President Traian Basescu, the government and its austerity policies. Although the demonstrations initially began in solidarity with health official Raed Arafat, who quit in protest against a healthcare reform law which would have partially privatised the system, they soon widened to include all of the people’s discontent with recent austerity measures and low living standards.

Somam-se as contestações na Roménia contra o Governo de Basescu.

Neste país, a receita da austeridade pura, com perda de condições, está a conduzir ao empobrecimento de um Estado já de si vulnerável.

Continuamos a ficar mais vulneráveis

"En Francia, y supongo que también en España, las agencias de calificación no son las que definen las políticas económicas. La pérdida de la triple A por una de las tres agencias no cambia nada. Tenemos que reaccionar con sangre fría, reducir el déficit y ganar competitividad", remató Sarkozy.

A primeira recepção que Mariano Rajoy teve, em Moncloa, como Presidente do Governo espanhol, foi do Presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Noutros tempos, dir-se-ia: grande estreia para Rajoy. Todavia, tal não corresponde, na actualidade, a tal consideração, uma vez que se trata da recepção de um Chefe de Estado de um país que viu, há dias, cortado o seu rating, e de melhor do mundo, passou para o escalão inferiror.

A conferência de imprensa que os dois deram revelou um Sarkozy tenso e irritado, muito pelas questões da perda do triplo A, que disse aos jornalistas, não entender bem o que eles queriam saber.

Ontem, ficou claro que Angela Merkel não passou a França para o clube dos aflitos gigantes, entenda-se: Itália e Espanha, mas foram as agências de rating, as mesmas que durante a crise e depois do pico, continuaram a actuar de modo livre. Por isso, já se fala na "aliança" Madrid-Roma-Paris. Numa lógica de: nós estamos fracos, mas somos fortes.

Como era previsível há uns tempos, e Sarkozy demitiu-se complementante desta opção, a solução ao presente momento que atravessamos, só pode ser europeia e quanto mais se adiar pior será para todos os europeus. Começou na Grécia, passou para a Irlanda, chegou a Portugal e, depois, contaminou grande espaço da UE. Um dia, por este caminho, também chegará à Alemanha e aos escandinavos.

Todavia, como já se percebeu, neste momento, as actuais lideranças dos gigantes europeus, entenda-se França e Alemanha, não são a solução, mas o problema.

A extrema-direita húngara diz que o seu país está a ser atacado

el pasado fin de semana alrededor de 2.000 manifestantes afectos al ultranacionalista partido Jobbik escucharon a uno de sus dirigentes, y europarlamentario, manifestar: "La UE ha declarado la guerra de forma descarada a Hungría".

A extrema-direita húngara, como qualquer extrema-direita, continua a aproveitar a crise para subir e provocar o aumento de tensões. Este é o seu modus operandi e o seu terreno fértil, para crescer. Agora, para reforçar as suas causas nacionalistas, dizem que a UE está a atacar o país.

No caso magiar, a extrema-direita, que é neo-nazi, já recolhe mais de um quinto do apoio da população e as suas causas são a do isolamento húngaro, ao mesmo tempo que reivindicam as antigas fronteiras do "império", que abarcam terras, nas quais há comunidades húngaras, em solo ucraniano, sérvio, romeno e eslovaco.

Enquanto o Governo de Orbán prossegue o caminho da irresponsabilidade, a Hungria isola-se no quadro europeu, por se cercear a Liberdade e a Democracia. Um problema, antes de mais, para os húngaros, mas também para os europeus. Os valores que estão na base da adesão e pertença a este projecto estão a ser desprezados, e isto significa que as pessoas estão a ser penalizadas. 

Vale a pena comparar


A capa do "i" diz tudo. E foi por isto que se chumbou o PEC IV!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A melhor notícia para Marine Le Pen

Marine Le Pen teve hoje uma das suas melhores notícias. O corte do triplo A da França é, à luz da extrema-direita francesa, um sinal de como o actual sistema está desjustado à realidade e a necessidade da França fazer o seu caminho, fora do €uro, justifica-se, como a Frente Nacional defende.

Veremos como é recebido e entendido este corte do rating pelos franceses e qual o impacto na campanha eleitoral. Estamos a três meses das presidenciais.
Há tempos, Sarkozy disse que se a França perdesse o triplo A ele estaria morto. O actual Presidente francês não está morto, mas parte do eleitorado do UMP bem pode passar para a FN. O suficiente para o deixar de fora na primeira volta das presidenciais, sendo Marine Le Pen uma das finalistas.

O momento é mais do que propício para esta candidata, que se considera "a voz do povo, o espírito da França", aprofundar o seu populismo e demagogia. E nada como um momento em que a Alma está ferida para acenar com emoções, no caso totalmete irresponsáveis.

O dia em que a França perdeu o triplo A


Via Le Monde.

O mapa da espionagem mundial


A ver, aqui, com mais pormenor.

Mortes estranhas

Mostafa Ahmadi Roshan, Masud Ali Mohamadi, Majid Shahriari, Dariush Rezaineyad e Hasan Tehrani-Moghadam têm todos duas coisas em comum: estão ligados ao projecto nuclear iraniano e foram todos assassinados.

Correm os boatos, as teses de conspiração. Uma coisa parece evidente, nada disto deve ser fruto do acaso. Resta saber quem cometeu estes crimes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Marine Le Pen aproxima-se de Sarkozy


A três meses da primeira volta das presidenciais francesas, começam a sair mais sondagens. O candidato socialista, François Hollande, continua a liderar e o cenário tende a confirmar a passagem de Hollande, havendo, todavia, a dúvida de quem passará à segunda volta: Sarkozy ou Marine Le Pen.

Desde já, e apesar de reconhecer o favoritismo de Hollande, todos os cuidados são poucos e nada está garantido para o candidato socialista. Depois, há candidaturas que podem não ter grande percentagem, como a do ex-Primeiro-Ministro, Dominique Villepin, mas serem decisivas no desfecho, sem esquecer o fenómeno François Bayrou, e pode repetir-se o que se passou nas anteriores presidenciais, com o candidato do MoDem a ter um apoio expressivo. A candidatura dos Verdes, de Eva Jolie, também tem o seu peso.

Em suma, será uma eleição extremamente disputada e interessante, apesar das notícias que nos chegam nem sempre serem as mais entusiasmantes, como a de se saber, hoje, que quase um terço dos franceses se identificam com as causas da Frente Nacional, de Marine Le Pen. Ideias, em parte, assumidas e defendias por Nicolas Sarkozy.

A Grécia está a transformar-se num Zimbabué europeu

Grecia está en recesión por cuarto año consecutivo, y en 2011 la contracción fue del 5,5 %.
Dados que dizem tudo do que se tem feito impor à Grécia.

A Grécia só não é um verdadeiro modelo zimbabueano na Europa porque no caso helénico a receita é imposta pelo exterior, enquanto que em África, é Mugabe que sacrifica os seus.

O referendo de independência da Escócia

Q&A: The battle for Britain
Q. What is the UK Government's position?
It accepts the question of independence has to be put to Scots. But it is adamant the ballot should happen as soon as possible and only contain a simple Yes/No question. Initially Downing Street suggested it should happen within 18 months, although it withdrew the explicit deadline. But its preference remains for a 2013 referendum.

Q. What does Alex Salmond want?

He has set autumn 2014 for the poll and wants it to contain three choices: no change, full independence and greater devolution within the UK.


Q. Who decides what happens?
This is the crux of the controversy, threatening the UK with its gravest constitutional crisis for nearly a century. The UK Government asserts Holyrood is banned, under the 1998 Scotland Act, from passing any measure affecting the nation's constitutional status. Hence, it says, the result of such a poll would not be legally binding.

Q. How does the SNP respond?

It says the referendum's timing and content has to be fixed in Edinburgh and Salmond says there is "plenty of legal authority" to support his administration's plans to stage its own ballot.

Q. What happens next?

The UK Government is ready to give permission for a ballot if it takes place within a certain time and is limited to a Yes/No question. It has started a consultation.

Q. What if Salmond presses ahead anyway?

If Scotland backed independence, the result would inevitably be challenged – and the legal battle could go to the UK Supreme Court, based in London. Equally Salmond would claim moral victory – and it would be hard for London to ignore Scotland's will.

In The Independent


David Cameron estica a corda e brinca com o fogo, apesar de considerar controlado - e sabe que neste momento o referendo chumba a independência. Alex Salmond faz birras e só considera válido o que o seu Governo escocês decidir - só o quer em 2014, quando se assinalam importates momentos para a identidade escocesa.

Quererá o PSD ser responsável?

Ao fim destas três décadas, não se espera responsabilidade e sensatez do líder do Governo Regional da Madeira. Resta saber se o PSD/Madeira e o PSD/Nacional as têm ou comungam da visão de quem assume publicamente não querer ser responsável do que faz.